X CONGRESSO DOCOMOMO IBÉRICO

O FUNDAMENTO SOCIAL DA ARQUITETURA; DO VERNÁCULO E DO MODERNO, UMA SÍNTESE CHEIA DE OPORTUNIDADES [The social fundament of architecture; of the vernacular and the modern, a synthesis full of opportunities]

April 18-20th 2018, Centro de Congressos, Badajoz, Spain(See program here)


Theme 2 – Os rastros do Movimento Moderno: as aldeias de colonização [The trail of Modern Movement: the colonization settlements]

MODSCAPES papers:

Alexandra Cardoso, Maria Helena Maia and Alexandra Trevisan – Questões da habitação moderna no quadro da colonização interna na Península Ibérica [Issues of modern housing within the framework of internal colonization in the Iberian Peninsula]

Analisando o caso português desenvolvido pela Junta de Colonização Interna por contraposição ao caso espanhol do Instituto Nacional de Colonização, encontram-se de imediato várias diferenças e outras tantas semelhanças.

Uma utopia agrária comum em que obras hidráulicas e novas técnicas agrícolas associadas à fixação de populações, serviam a política de estados totalitários em que a ruralização do proletariado, mas também a sua transformação em pequenos proprietários fazia parte da agenda dos respetivos regimes.

Isto não impediu uma modernização da paisagem e espaço rural em vastas regiões espanholas e, em menor escala, portuguesas.

Em Espanha, a colonização efetiva-se com base em pueblos de colonizacion, isto é, núcleos de povoamento concentrado, com regras claras de organização urbana.

Em Portugal, as soluções de colónias agrícolas são mais diversificadas e marcadas por implantação mais dispersa, se bem que a experiência tenha acabado por levar à opção de maior concentração.

Estas escolhas refletem-se no programa e na forma da casa e na maior ou menor interseção com as referências vernaculares, as soluções com implicações sociais para novos bairros urbanos e os debates nacionais e internacionais sobre habitação mínima e da habitação rural.

Considerando a habitação elemento chave no processo de colonização interna, a leitura que se pretende propor passa por tópicos de reflexão, com base nos exemplos em pueblos da província de Cáceres e em colónias agrícolas portuguesas:

  • Nível de influência da referência vernacular no programa funcional e na linguagem formal
  • Relação entre tipo de povoamento e soluções arquitetónicas (habitação de carácter mais ou menos urbano/rural)
  • Relação entre casa, lote e território
  • Tipologias da habitação mínima e soluções evolutivas face ao alargamento da família nuclear do colono
  • Ligação das soluções ibéricas a experiências europeias a decorrer em simultâneo
  • Níveis de modernidade das soluções encontradas
  • Modos de apropriação do espaço e realidade atual
  • Habitação das colónias e pueblos como património moderno a preservar

Josefina Gonzalez Cubero and Alba Zarza Arribas – La difusión cinematográfica de la arquitectura del Instituto Nacional de Colonización [The cinematographic diffusion of the National Institute of Colonization architecture]

La colonización de áreas del territorio con atraso endémico en España es una consecuencia de la modernización del campo durante la dictadura de Franco y su difusión ante el gran público se sustenta primordialmente en una filmografía documental cuya producción corre a cargo de diversos organismos creados por el Régimen con el fin de transmitir su ideario político-social. Las producciones de los documentos audiovisuales dedicados a la colonización pertenecen a los reportajes del noticiario de Estado NO-DO y los documentales de su Revista Imágenes, así como aquellos otros promovidos por diversas entidades como el Departamento de Cinematografía del Servicio de Extensión Agraria y el Instituto Nacional de Colonización (INC) del Ministerio de Agricultura.

El estudio de la tríada temática de las grandes obras hidráulicas, la modernización del campo y los nuevos pueblos de colonización en los noticiarios y documentales revela que, a pesar de construirse más de tres centenares de nuevos pueblos, no se divulga explícitamente la relevancia de la obra arquitectónica acometida y, por tanto, su incidencia social desde las pantallas tampoco corre paralela a la repercusión real que tiene la creación de estos asentamientos. Tal ausencia de protagonismo plantea la pregunta sobre la diferencia entre lo construido y lo difundido, más aún si se compara con la presencia de otras infraestructuras o actividades de la colonización.

La presente comunicación trata el diferenciado tratamiento, sobre la base de los fondos de los archivos de la Filmoteca Española y el MAGRAMA, para contribuir a la investigación de la imagen en movimiento especializada en arquitectura, en aras del conocimiento y la defensa de un patrimonio cinematográfico que es también un patrimonio de la arquitectura del siglo XX.